Controle seus níveis de Insulina, controle o surgimento do câncer de próstata

O conhecimento médico atual sugere que a insulina tem um papel no surgimento de determinados tipos de cânceres como o de próstata. 👉Isso se baseia no fato da insulina ser um importante fator de crescimento celular e vários estudos já demonstraram que os níveis do hormônio IGF1 (fator de crescimento semelhante à insulina) bem como o seu receptor estão elevados em pessoas com câncer de próstata. Dessa forma uma estratégia de prevenção e de retardo do crescimento do câncer de próstata parece ser manter baixos e controlados os níveis sanguíneos de insulina.
Nesse contexto, a dieta e alguns fármacos podem ajudar.

Com relação a dieta o chamado índice glicêmico, desenvolvido para pessoas com diabetes, e que tem por objetivo mensurar a capacidade de determinado alimento estimular a produção de insulina pelo corpo, pode ajudar na escolha alimentar mais adequada. Esse índice classifica os carboidratos em uma escala de 0 a 100, dependendo de quanto esses alimentos aumentam os níveis de açúcar no sangue após o seu consumo. O consumo de alimentos com baixo índice glicêmico reduz os níveis de açúcar no sangue, diminui a produção de insulina e isso pode ter impacto a longo prazo na prevenção do câncer.

De forma semelhante alguns estudos já apontam que o fármaco metformina, uma medicação que controla os níveis de açúcar no sangue, pode ser utilizada tanto para prevenção como para o tratamento de determinados tipos de cânceres.

Converse com seu médico sobre esse tema.

Referência: 1- Prostate Cancer, Nutrition, and Dietary Supplements in https://emedicine.medscape.com/article/453191-overview?src=emailthis

A quantidade de gordura e de carne na sua dieta pode ser um fator de risco para o câncer de próstata

Whittemore et al. Estudaram a relação entre dieta, atividade física e tamanho corporal em homens negros, brancos e asiáticos que moram na América do Norte e descobriram que o único fator que se correlacionava com o câncer de próstata era a QUANTIDADE DE GORDURA NA DIETA. O mesmo aconteceu nos homens havaianos; a maior prevalência de câncer de próstata foi em homens com maior consumo de gordura saturada. Um estudo publicado “Nature Genetics” e na “Nature Communication também afirma que a dieta ocidentalrica em gordura aumentam o risco de metástase no câncer de próstata.

Em um outro estudo com animais realizado por Wang et al, foi evidenciado que uma dieta com baixo teor de gordura diminuiu o crescimento de células tumorais da próstata.

Ou seja, a quantidade de gordura da dieta do homem pode sim tornar-se um fator de risco para o câncer, assim como a carne vermelha.
Estudos epidemiológicos sugeriram uma correlação entre a ingestão de carne vermelha e o câncer de próstata. Giovannucci et al relataram que homens com maior consumo de carne vermelha tiveram 2,64 vezes mais chances de desenvolver câncer de próstata do que homens com menor consumo!

A associação entre consumo de carne e câncer de próstata é particularmente forte com carnes cozidas em altas temperaturas e carbonizadas, incluindo carnes processadas, como salsichas e bacon, Tempos de cozimento mais longos, aumento da temperatura, churrasco e fritura de tais carnes produzem quantidades maiores de compostos como aminas heterocíclicas e N-nitrosaminas. E estes, foram adicionadas à lista de possíveis agentes cancerígenos pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA.

Converse com seu médico sobre como a redução da quantidade de gordura e carne vermelha da dieta podem ajudar na prevenção do câncer de próstata.

Referência: 1- Prostate Cancer, Nutrition, and Dietary Supplements in https://emedicine.medscape.com/article/453191-overview?src=emailthis

Mais plantas, menos carne, menos diabetes

Por Dr. Geraldo Amorim: Recente pesquisa conduzida nos Estados Unidos demonstrou que pessoas de meia idade cuja dieta é baseada em plantas (principalmente semi-vegetarianos, mas também vegetarianos e veganos) eram menos propensas a desenvolver diabetes tipo 2, do que as que comiam mais carne, peixe, ovos e laticínios.
No geral, as pessoas com a ingestão mais alta de qualquer alimento a base de plantas tiveram um risco 23% menor de desenvolver diabetes tipo 2, independente do índice de massa corporal (IMC), em um acompanhamento de 2 a 28 anos.

“O uso de Carne, e especialmente de carne processada, está associado ao maior risco de desenvolver diabetes, insuficiência cardíaca, câncer, hipertensão, derrame, hiperlipidemia, ataques cardíacos e morte, enfatizou Kim Allan Williams, MD, chefe da divisão de cardiologia do Rush University Medical Center, Chicago, Illinois, em um email ao Medscape Medical News. E reforça a mensagem principal: “Mais plantas. Menos carne. Menos diabetes”.

É importante ressaltar que os participantes da categoria de maior aderência a uma dieta baseada em vegetais ainda consumiam aproximadamente 1,7 a 3,9 porções por dia de laticínios, ovos, peixe ou carne.
Devido a esse fato os pesquisadores ponderam que estudos adicionais são necessários para verificar se a redução adicional destes alimentos aumentaria os benefícios à saúde.
De acordo com Michelle L. O’Donoghue, MD, MPH, professora associada de medicina da Harvard Medical School e cardiologista do Brigham and Women’s Hospital, Boston, Massachusetts, concorda que os resultados “contribuem para um crescente corpo de pesquisa que uma dieta rica em plantas e com baixa ingestão de animais pode ajudar a reduzir o risco de desenvolver muitas doenças ocidentais crônicas, incluindo diabetes tipo 2”.

FONTE: ‘Mais plantas, menos carne, menos diabetes’, indica nova análise – Medscape – 22 de jul de 2019 em https://www.medscape.com/viewarticle/915873