Dormir um soninho pra não ser gordinho

Por Dr. Geraldo Amorim

A utilização de uma breve intervenção do sono, fornecida nos primeiros meses de vida e concebida para melhorar hábitos de sono desde o nascimento, foi associada à uma redução no risco de obesidade até os cinco anos de vida de acordo com nova pesquisa.

No estudo POI original, ainda que não tenham sido observadas diferenças significativas no IMC entre os grupos aos dois anos de idade, uma análise exploratória demonstrou que crianças no grupo de intervenção do sono apresentavam metade da probabilidade de serem obesas (IMC ≥ 95º percentil) em relação àquelas que não haviam recebido a intervenção.

A nova análise, que acompanhou participantes até os cinco anos de idade, mostrou que aqueles que receberam a intervenção do sono tinham escores z de IMC mais baixos aos 3,5 anos e aos cinco anos, quando comparados com o grupo controle e com o grupo de intervenção nutrição/atividade física.

Os resultados salientam que o sono – mesmo nos primeiros estágios da vida – tem um papel mais influente na prevenção da obesidade do que se percebe, explicou o Dr. Taylor, autor sênior do estudo.

“A relação entre não dormir o suficiente e apresentar maior risco de obesidade é, na verdade, maior do que a base de evidências para nutrição ou atividade física, onde os achados são ainda mais variados.”

REFERÊNCIA: https://portugues.medscape.com/verartigo/6502799

Probióticos possuem efeitos importantes na imunidade dos atletas. Você sabia?

Por Nutri Luciana Andrade

Considera-se que os probióticos têm importantes benefícios mutualísticos para a saúde imunológica que se estendem além do intestino. Atualmente, existe amplo consenso de que os probióticos exercem importantes efeitos anti-inflamatórios “tolerogênicos” que mantêm a homeostase, por exemplo. Os probióticos podem impedir respostas inflamatórias desnecessárias a substâncias estranhas inofensivas no intestino.

Os resultados de estudos, que investigam a influência dos probióticos na saúde imunológica de atletas são promissores. Um estudo cruzado, controlado por placebo em 20 corredores de longa distância, mostrou que a suplementação com probióticos (Lactobacillus fermentum) por 28 dias reduziu o número de dias de infecção respiratória superior e a gravidade dos sintomas.

Os atletas podem, portanto, considerar a suplementação com probióticos, particularmente durante períodos de risco aumentado de infecção respiratória superior, como nas semanas antes e durante viagem ao exterior.

Referência: Nutrition and Athlete Immune Health: New Perspectives on an Old
Paradigm apud Neil P. Walsh

Sabia que a ingestão adequada de carboidrato ajuda na performance no Crossfit?

Por Nutri Luciana Andrade

A prática do Crossfit exige muita força e um ótimo condicionamento. E para isso é necessária uma dieta rica em carboidratos que irá ajudar no desempenho e resultado tão esperado.

Uma pesquisa realizada pelo Departamento de Saúde, Exercício e ciência do Esporte, da Universidade de New Mexico, afirma que a ingestão baixa de carboidrato é adequada a curtos períodos de treino. Contudo, aos longos períodos de treino, o consumo deve ser proporcional.

O desempenho no CrossFit parece ter relação direta com o ajuste de carboidrato na dieta dos indivíduos, sendo necessário um(a) nutricionista para ajustar o planejamento alimentar do esportista e otimizar seu desempenho. ⠀

Sua dieta pode piorar seu diabetes

Por Dr. Geraldo Amorim

O Controle do diabetes seja tipo 1 ou tipo 2 e a prevenção de suas consequências dependem de uma dieta rigorosa.
A dieta ocidental rica em açucares simples e gorduras trans exerce um papel importante no aumento da inflamação e no aparecimento de doenças crônicas como o diabetes.
Um estudo, cuja referência está no fim do post, examinou a associação entre DII (Índice Inflamatório Dietético) e a presença e gravidade de diabetes em pessoas a partir dos 20 anos.
Foi feita uma análise transversal de 4434 participantes no qual constatou-se que: a idade média foi de 49,4 anos, o IMC médio foi de 29,3 kg/m2 e o DII médio (maior é mais inflamatório) foi de 0,65 (variação de -3,41 a 9,05). As pontuações médias do DII nos participantes com e sem diabetes foram 0,79 e 0,50.

Os resultados demonstram uma associação SIGNIFICATIVA entre o DII e o diabetes, e entre o DII e a gravidade do diabetes. com maior inflamação (maior DII), tornando mais provável o diabetes e a maior gravidade do diabetes. É importante ressaltar que foram considerados possíveis fatores de confusão como idade, sexo, raça, IMC, tabagismo, uso de álcool, atividade física e status socioeconômico. As chances de ter um HbA1c maior que 9% aumentaram 43% com um escore DII> 1,0 em direção a uma dieta mais inflamatória. Outras pesquisas recentes reforçam essa associação. Em uma delas, contatou-se que indivíduos com níveis elevados de Proteína C Reativa (PCR) um marcador de inflamação tem maior risco de mortalidade e morbidade por diabetes e outras condições, incluindo infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. Em um outro estudo. demonstrou-se que a adesão a dieta mediterrânea (baixa DII) foi associada a um risco reduzido de desenvolver diabetes e também a menores níveis de TNF-α, PCR e IL-6. Converse com seu médico se você é diabético para avaliar seu perfil inflamatório de forma a prevenir doenças crônicas.

REFERÊNCIA: https://www.medscape.com/viewarticle/921174_2