Intolerância à lactose possui relação com baixos níveis de vitamina D

Por Dr. Geraldo Amorim:

A intolerância à lactose (incapacidade de digerir completamente o açúcar presente nos produtos lácteos) é um problema que acomete em níveis distintos cerca de 40% da população brasileira e as consequências dessa condição para a saúde estão relacionadas à deficiência em cálcio, vitamina D, riboflavina e proteína.

Pesquisadores da Universidade de Toronto determinaram que indivíduos geneticamente intolerantes à lactose têm níveis comparativamente mais baixos de vitamina D do que o resto da população e ficaram surpresos ao descobrir que esses indivíduos não conseguiram compensar suplementando ou comendo outros alimentos fortificados com vitamina D.

A Vitamina D, juntamente com o cálcio, é indispensável para uma formação óssea saudável. Uma boa parcela da população não recebe o suficiente desta vitamina através da exposição ao sol ou de fontes nutricionais que não contém lactose, por isso, a falta de produtos lácteos na dieta pode afetar ainda mais a deficiência dessa vitamina, uma vez que a maioria dos produtos lácteos são fortificados com ela.

Diante disso, é necessário que haja uma conscientização acerca das consequências que a limitação do consumo de leite devido a intolerância à lactose pode trazer para a saúde, bem como um esforço por parte dos pacientes para obter a Vitamina D de forma que não os prejudiquem.

Com um acompanhamento profissional, essas complicações são contornáveis através da adição de alimentos ricos desses nutrientes de maneira contínua no plano alimentar, como também por meio da suplementação!

Fonte: Lactose Intolerance Leads to Low Vitamin D Levels (WorldHealth.Net)

Você conhece as vitaminas que previnem o envelhecimento?

Por Dr. Geraldo Amorim:
À medida que envelhecemos, o nosso corpo vai perdendo a eficiência na capacidade de absorver e mesmo produzir vitaminas e minerais . Uma dieta equilibrada, cheia de frutas e vegetais, grãos integrais, óleos saudáveis, boas proteínas, laticínios com baixo teor de gordura e muita água são essenciais tanto para o bem-estar quanto para a longevidade!
Vitaminas e minerais tem papel importantes no nosso metabolismo; eles transformam a comida em energia e ajudam a impulsionar o sistema imunológico. Entenda um pouco sobre as funções de algumas vitaminas no quesito antienvelhecimento:

🥕 Vitamina A: é importante para pele saudável, sistema imunológico e olhos; Ela fortalece o tecido protetor da pele e pode ajudar a prevenir acnes e manchas;

🥛 Vitamina B3 e B6: enquanto a vitamina B3 (niacina) estimula o bom funcionamento do aparelho digestivo, ajudando a eliminar as toxinas, o que deixa a pele mais bonita e saudável, a vitamina B6 (piridoxina), além de melhorar as funções do cérebro, envolve as outras vitaminas responsáveis pela renovação e rejuvenescimento de células saudáveis;

🍊 Vitamina C: vitamina essencial para a formação e reposição do colágeno, substância responsável pela sustentação da pele cuja produção vai se reduzindo ao longo dos anos;

🌞 Vitamina D: ajuda o corpo a absorver cálcio e fósforo para dentes e ossos saudáveis. Por ser facilmente absorvida pela pele, a vitamina D normalmente é utilizada externamente, o que contribui bastante para a boa saúde cutânea;

🥜 Vitamina E: conhecida como uma das vitaminas mais eficazes quando o assunto é antienvelhecimento, a vitamina E ajuda a reverter as rugas causadas pela exposição ao sol, além de melhorar a elasticidade e umidade da pele.
Em conjunto e nas quantidades adequadas, as vitaminas e minerais são a melhor solução para quem busca o efeito antienvelhecimento. Invista em uma rotina com hábitos saudáveis e usufrua dos benefícios!

Fonte: Essential Vitamins For Anti-Aging (WorldHealth.Net)

Níves de vitamina D influenciam o risco de mortalidade por COVID-19

Estudos observacionais têm relatado uma associação entre baixos níveis de vitamina D e a suscetibilidade a infecções agudas do trato respiratório, já que a vitamina D modula a resposta dos glóbulos brancos para evitar que eles liberem muitas citocinas inflamatórias que podem causar danos graves ao organismo e mesmo levar à morte. O Covid-19, por sua vez, é conhecido por causar um excesso de citocinas pró-inflamatórias, o que significa que os achados podem ser úteis na batalha contra o vírus.

Um estudo recente publicado na revista Aging Clinical and Experimental Research encontrou uma associação entre baixos níveis médios de vitamina D e um alto número de casos de Covid-19 com taxas de mortalidade em 20 países europeus.

Além desse, em 2016, um estudo abrangente de base populacional relatado na reunião anual da Sociedade Americana de Pesquisa Óssea e Mineral concluiu que baixos níveis de 25-hidroxivitamina D estão ligados à morte por todas as causas devido ao fato de que a vitamina D tem um papel muito importante no metabolismo ósseo e tem efeitos sobre diabetes, câncer, sistema cardiovascular,calcificação dos vasos sanguíneos e alguns efeitos no cérebro.

Está cada vez mais evidente a relação da Vitamina D com o desenvolvimento das infecções por Covid-19. Por isso, é essencial que estejamos atentos e buscando formas de manter os níveis vitamínicos adequados no nosso corpo, sobretudo durante e após o período de isolamento social, no qual estamos mais suscetíveis a uma queda das funções imunológicas!

Fontes: Low Vitamin D Increases Mortality Risk (WorldHealth.Net) + Study Finds Vitamin D Is Linked To Low Virus Death Rate (WorldHealth.Net)

Influência do anticoncepcional nos níveis de vitamina D

Estudos investigaram mudanças nos níveis de vitamina D em mulheres que tomam contraceptivos orais. Pesquisadores determinam que tomar pílulas anticoncepcionais contendo estrogênio aumenta os níveis de vitamina D e descontinuá-los faz com que os níveis de vitamina D despenquem, em outras palavras, o anticoncepcional que contém estrogênio tem capacidade de aumentar o nível de vitamina D no corpo, no entanto, este nível tende a cair bruscamente quando a mulher para de tomar a medicação.

Diante deste achado, surge uma grande preocupação acerca da deficiência desta vitamina em mulheres gestantes, das quais utilizavam esse tipo de contraceptivo antes da gravidez. A vitamina D fornece ao corpo um amplo suprimento de cálcio e mantém níveis precisos de fósforo no sangue e é essencial para o pleno desenvolvimento fetal assim como é importante para mulheres que estão amamentando.

A ausência de vitamina D suficiente pode levar a raquitismo, um amolecimento dos ossos, e é por isso que as gestantes precisam manter o nível correto de Vitamina D durante a gravidez. Mesmo após o controle de fatores que podem levar à deficiência da Vitamina D, as gestantes ainda têm um risco aumentado de desenvolvê-la como também um maior risco de desenvolver doença óssea.

Portanto, é importante que as mulheres que planejam parar de tomar comprimidos anticoncepcionais estejam atentas a essa questão e busquem garantir o consumo de vitamina D necessário para o organismo bem como acompanhar antes e durante a gestação o seu nível de vitamina D, juntamente como um profissional.

Fonte: Vitamin D Levels Affected by Birth Control Pills (WorldHealth.Net)