Posicionamento da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) a respeito de micronutrientes e probióticos na infecção por COVID-19

VITAMINA A: Há evidências de que a suplementação de vitamina A reduz morbidade e mortalidade em várias infecções e resultados adversos durante infecções virais têm sido associados a baixos níveis de vitamina A. Essa hipótese foi resgatada em recente revisão que propõe que a vitamina A deve ser considerada em pacientes portadores de COVID-19.

-VITAMINA C: A vitamina C pode reduzir a suscetibilidade do hospedeiro a infecções do trato respiratório inferior sob certas condições, assim como exercer funções fisiológicas para diminuir os sintomas gripais, por sua ação anti-histamínica fraca. Estudos relataram que havia incidência menor de pneumonia em grupos de pacientes suplementados com vitamina C.

– VITAMINA D: Estudos mostram que o colecalciferol aumenta a expressão de peptídeos antibacterianos, contribuindo para melhor resposta imunológica do hospedeiro. A partir da suplementação, pacientes infectados podem melhorar a recuperação, reduzindo os níveis de inflamação e melhora da ativação imunológica.

– ZINCO: É um oligoelemento essencial para a função imune inata e adaptativa. Tem sido relatada atividade antiviral do zinco pela inibição da replicação viral em cultura de células, inibindo a atividade RNA do coronavírus e pela amplificação da ação antiviral de citocinas.

-SELÊNIO: O selênio ocupa papel importante na defesa antioxidante do hospedeiro e no grau de patogenicidade do vírus, tirando a sobrecarrega do sistema de defesa e induzindo o equilíbrio redox.

-PROBIÓTICOS: Estudos sistemáticos suportam utilização cuidadosa de probióticos ou simbióticos, reduzindo pneumonia associada à ventilação mecânica e infecções em doenças críticas pois o epitélio e o sistema imunológico do hospedeiro interagem ativamente entre si.

A suplementação de vitaminas, minerais e probióticos não tratam ou previnem a infecção por COVID-19, porém pode otimizar a resposta imunológica, atuando como tratamento coadjuvante
FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NUTROLOGIA (ABRAN)

Álcool e Câncer – Uma relação perigosa!

Sendo a droga “lícita” mais consumida no mundo, o potencial cancerígeno do álcool é subestimado.
A literatura médica já descreve o consumo do álcool como um fator de risco oficial para vários tipo de cânceres.

Em 2012, as estatísticas mundiais apontam o álcool com 5,5% de todas as novas ocorrências de câncer e com 5,8% de todas as mortes provocadas por essa doença. Da mesma forma, nos EUA, foi estimado que 3,5% de todas as mortes por câncer são atribuídas ao álcool.

Seu consumo é associado ao aparecimento de câncer de orofaringe e laringe, câncer de esôfago, carcinoma hepatocelular, câncer de mama e câncer de cólon e até seu uso leve a moderado pode aumentar o risco dessa doença.

Converse com seu médico sobre isso.

Referência bibliográfica: K. LOCONTE, N. et al. Alcohol and Cancer: A Statement of the American Society of Clinical Oncology. Journal of Clinical Oncology. V. n. 1, p. 83-93. Jan., 2018.