Covid-19: testosterona baixa aumenta o risco de casos graves, diz estudo

Um estudo realizado pela Universidade de Washington chegou à conclusão de que baixos índices de testosterona podem estar associados a casos mais graves de Covid-19 nos homens. Os pesquisadores identificaram que 66 dos 90 homens que tiveram seus materiais genéticos analisados apresentaram quadros graves da doença e uma taxa de testosterona de 65% a 85% menor do que os outros 24 homens que apresentaram sintomas mais moderados. De acordo com os pesquisadores, índices como idade, Índice de Massa Corporal e comorbidades não tiveram interferência nos resultados.

A taxa de testosterona em homens é considerada baixa se houver até 250 nanogramas por decilitro. Dentre os que deram entrada no hospital, aqueles que apresentaram quadros mais graves chegaram a apresentar uma média de 53 nanogramas por decilitro, ao mesmo tempo que os que apresentaram quadro moderado tiveram média de 151 nanogramas por decilitro.

Para os autores do estudo, aqueles que apresentavam índices baixos do hormônio tinham mais chance de precisar de atendimento intensivo ou intubação nos dois ou três dias subsequentes. Isso não significa necessariamente que repor testosterona por atenuar os quadros de COVID grave, e ela pode ser apenas um marcador da gravidade de doença.

Sabemos que a testosterona baixa está associada a síndrome metabólica e maior incidência de inflamação crônica nos homens o que por sua vez pode aumentar o risco de COVID grave.

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Fonte: https://veja.abril.com.br/saude/covid-19-testosterona-baixa-aumenta-risco-de-casos-graves-diz-estudo/

Imagem: Digital generated image of many syringes with Covid-19 vaccine stuck into planet Earth visualising global vaccination. //Getty Images

Melatonina – A aliada contra o corona vírus

A melatonina produzida no pulmão pode atuar como uma barreira de proteção contra o coronavírus. Essa descoberta foi realizada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP)e explica o porquê há pessoas que não são infectadas ou que estão com o Sars-CoV-2, detectado por teste do tipo RT-PCR, não apresentam sintomas de Covid-19. Além disso, abre a perspectiva de uso da melatonina administrada por via nasal – em gotas ou aerossol – para impedir a evolução da doença em pacientes pré-sintomáticos.

“Constatamos que a melatonina produzida pelo pulmão atua como uma ‘muralha’ contra o Sars-CoV-2, impedindo que o patógeno entre no epitélio, que o sistema imunológico seja ativado e que sejam produzidos anticorpos”, diz Regina Pekelmann Markus, professora do Instituto de Biociências (IB) da USP e coordenadora do projeto.

Fonte: Melatonin-Index as a biomarker for predicting the distribution of presymptomatic and asymptomatic SARS-CoV-2 carriers (DOI: 10.32794/mr11250090), de Pedro A. Fernandes, Gabriela S. Kinker, Bruno V. Navarro, Vinicius C. Jardim, Edson D. Ribeiro-Paz, Marlina O. Córdoba-Moreno, Débora Santos-Silva, Sandra M. Muxel, Andre Fujita, Helder I. Nakaya, Marcos S. Buckeridge e Regina P. Markus