Álcool e Câncer – Uma relação perigosa!

Sendo a droga “lícita” mais consumida no mundo, o potencial cancerígeno do álcool é subestimado.
A literatura médica já descreve o consumo do álcool como um fator de risco oficial para vários tipo de cânceres.

Em 2012, as estatísticas mundiais apontam o álcool com 5,5% de todas as novas ocorrências de câncer e com 5,8% de todas as mortes provocadas por essa doença. Da mesma forma, nos EUA, foi estimado que 3,5% de todas as mortes por câncer são atribuídas ao álcool.

Seu consumo é associado ao aparecimento de câncer de orofaringe e laringe, câncer de esôfago, carcinoma hepatocelular, câncer de mama e câncer de cólon e até seu uso leve a moderado pode aumentar o risco dessa doença.

Converse com seu médico sobre isso.

Referência bibliográfica: K. LOCONTE, N. et al. Alcohol and Cancer: A Statement of the American Society of Clinical Oncology. Journal of Clinical Oncology. V. n. 1, p. 83-93. Jan., 2018.

Treino de Força – Protetor contra demência

Uma pesquisa em animais, feita na Universidade de Missouri, levantou a possibilidade do treino de força promover a criação de novos neurônios nos centros de memória cerebral contribuindo, assim, para a prevenção da demência.

Resultados de estudo anteriores com exercícios aeróbicos regulares demonstram que eles podem aumentar a quantidade de novos neurônios no centro de cerebral da memória e reduzir a inflamação, o que pode contribuir para o prevenção da demência e outras condições neurodegenerativas.

Neste estudo com treino de força, foi injetada em um grupo separado de animais uma substância que induz neuoinflamação. Metade desses animais começaram programas de treino de força e à medida que o exercício ficava mais fácil, a quantidade de peso era aumentada.

Depois de 5 semanas, todos os animais, incluindo o grupo controle, foram colocados em um labirinto iluminado, o sucesso para encontrar seus caminhos para a câmara escura diferiu: os animais controle mostraram ser os mais rápidos e precisos; No grupo de treino de força e com deficiência cognitiva leve falharam ao teste , mas com a prática progressivo do treino de força eles finalmente realizaram o teste e até ultrapassaram os controles em alguns casos; animais não treinados e com deficiências cognitivas continuaram a ficar para trás. De acordo com os pesquisadores, o treino de força restaurou efetivamente a capacidade de pensar das cobaias.

Foi constatado que o cérebro dos animais treinados estavam se regenerando e se assemelhando aos cérebros que não foram inflamados e comprometidos.
Não se tem certeza sobre sua aplicabilidade em humanos, mas os exercícios físicos são sem sombra de dúvida um dos pilares da medicina preventiva.

Referências: https://www.physiology.org/doi/full/10.1152/japplphysiol.00249.2019
https://www.nytimes.com/2019/07/24/well/move/how-weight-training-changes-the-brain.htm

Alimentos funcionais para a saúde cerebral

Proteínas – Aliadas na redução do peso e da inflamação corporal

Já sabemos do efeito termogênico e emagrecedor da dieta rica em proteínas, mas será que a perda de peso decorrente desse tipo de dieta tem impacto nos marcadores inflamatórios nos idosos obesos?

Para responder a essa pergunta, foi feita pesquisa na Universidade de Duke, nos EUA e a resposta foi que sim, existe uma relação positiva!
Essa pesquisa comparou os níveis de marcadores inflamatórios em dois grupos de idosos obesos (IMC > 30) submetidos a uma dieta hipocalórica durante 6 meses objetivando perda de peso. O grupo controle recebeu uma dieta 0,8g/kg/d de proteína e o outro grupo uma dieta >30g de proteína em duas a 3 refeições por dia e equivalente a 1,2g/kg/d de proteína.

Em ambos os grupos houve redução significativa do peso corporal, e no grupo submetido à dieta hiperproteica houve, porém, melhora dos marcadores inflamatórios como adiponectina, leptina, hs-CRP (proteína C-reativa), ICAM-1 (molécula de adesão intercelular-1) e VCAM-1 (molécula de adesão celular-1).

As dieta ricas em proteína favorecem a perda de peso e sua manutenção através de vários mecanismos que incluem o aumento dos hormônios de saciedade, peptídeo YY e peptídeo semelhante ao glucagon, ao aumento da termogênese pós-prandial e em repouso. Além disso, estudos de curto prazo mostraram uma preservação de massa magra com dietas hipocalóricas ricas em proteínas, comparadas com aquelas com proteína no nível recomendado da dieta.

Referência Bibliográfica: PORTER STARR, K. N. et. al. Influence of Weight Reduction and Enhanced Protein Intake on Biomarkers of Inflammation in Older Adults with Obesity. Journal of Nutrition in Gerontology and Geriatrics. V. n. 38, p. 33-49. Feb., 2019.

Como o álcool provoca o aparecimento do Câncer?

Uma revisão da IARC também invocou mecanismos que incluíram estresse oxidativo, hormônios sexuais, metabolismo do folato, e metilação do DNA, bem como cirrose para carcinoma hepatocelular. O estresse oxidativo induzido por álcool, via CYP2E1, por exemplo, pode resultar em uma inflamação crônica dos tecidos.

Além disso o consumo de álcool afeta as concentrações de circulação de andrógenos e estrógenos, o que é um caminho de uma relevância particular de câncer de mama; e também está associado com queda dos níveis de ácido fólico no corpo -uma relação que já comprovadamente ligada ao aparecimento p.ex do câncer de cólon.

Referência bibliográfica: K. LOCONTE, N. et al. Alcohol and Cancer: A Statement of the American Society of Clinical Oncology. Journal of Clinical Oncology. V. n. 1, p. 83-93. Jan., 2018.

Álcool, cigarro e câncer – Um trio inseparável

Diversos estudos observacionais mostram a interação sinérgica entre álcool, fumo e o aparecimento de diversos tipos de Câncer, em especial os do trato digestivo e das vias aéreas.

Uma publicação recente da American Society of Clinical Oncology demonstrou uma forte associação entre o consumo de álcool e cigarro com cânceres da cavidade oral, faringe e laringe e esôfago. Apesar da clara interação sinérgica, as bases biológicas entre consumo de álcool e cigarro com o aparecimento de câncer ainda não são bem entendidas.

Referência bibliográfica: K. LOCONTE, N. et al. Alcohol and Cancer: A Statement of the American Society of Clinical Oncology. Journal of Clinical Oncology. V. n. 1, p. 83-93. Jan., 2018.

Reposição de Testosterona transdérmica e risco de câncer de mama nas mulheres!

Para tratar o transtorno do desejo sexual hipoativo (DSH), a famosa queda de libido, condição comum em mulheres de meia-idade que estão ou já passaram da menopausa, uma opção é o uso da testosterona transdérmica (TD).

No entanto, devido a possibilidade dessa testosterona ser convertida no corpo em estrogênios, no processo conhecido como aromatização, é questionado se seu uso pode aumentar o risco de aparecimento de câncer de mama nas mulheres.

Para responder a essa pergunta, um levantamento bibliográfico feito por Ritika e col concluiu que a reposição de TD em mulheres menopausadas, feito em diversos estudos, não aumentou o risco de câncer de mama.

Recomenda-se monitorar os níveis de estradiol sérico durante o tratamento com TD para minimizar os riscos e garantir a segurança do tratamento.

Referência bibliográfica: GERA, Ritika et. al. Does Transdermal Testosterone Increase the Risk of Developing Breast Cancer? A Systematic Review. International Journal of Cancer Research and Treatment, 2018. Vol. 38, no. 12. doi: 10.21873/anticanres.13028

Melatonina aliada do emagrecimento nas mulheres!

O período conhecido como menopausa, é caracterizado pelos seus sintomas típicos como ondas de calor, diminuição da libido e da memória. São marcantes também nesta fase, as alterações da composição corporal, como o aumento da massa gorda e a diminuição da massa muscular.

Pesquisadores da Universidade de Aarus, na Dinamarca, submeteram mulheres pós-menopausadas a um estudo randomizado por placebo com duração de 1 ano, utilizando a melatonina, afim de avaliar o impacto deste hormônio sobre as variáveis de composição corporal. 📊Os resultados demonstraram que, naquelas que utilizaram a melatonina houve uma diminuição importante da massa gorda (em 6,9%), além de um aumento da massa magra (em 5,2%),quando comparadas com as que tomaram o placebo.

Os resultados também apresentaram uma tendência para o aumento na adiponectina plasmática, um hormônio com ação anti-inflamatória, e queda dos níveis de leptina no sangue.

A pesquisa concluiu então que pequenas doses de melatonina (1 e 3 mg/dia) têm efeitos benéficos na composição corporal em mulheres pós-menopausa.

Nunca utilize suplementos ou hormônios sem passar uma criteriosa avaliação médica.

Referência bibliográfica: AMSTRUP, A. K. et al. Reduced fat mass and increased lean mass in response to 1 year of melatonin treatment in postmenopausal women: A randomized placebo-controlled trial. Clinical Endocrinology, 2016, p. 342 a 347.

Dormir mal pode ser causa de depressão e ansiedade !

Inúmeros estudos já correlacionaram que problemas de sono podem impactar de forma negativa na saúde mental dos seres humanos.
Pesquisa feita nos USA por Sullivan e col, que examinou dados coletados via telefone em mais de 20.000 participantes adultos, descobriram que cada hora adicional do sono estava significativamente ligada à diminuição dos riscos de sintomas de depressão, desesperança, nervosismo e sentimentos de inquietação/agitação.

Além disso, “dormir apenas 1 hora a menos do que a duração do sono ideal de 8 a 9h é associado com o aumento de 60% a 80% das chances de cada um desses sintomas”, relatou a pesquisadora.

O tempo de “sono ideal (7 a 9 horas por noite)” foi relatado por 60,6% dos participantes, a duração “pouca, mas aceitável” de 6 horas foi relatada por 23,8%, quase ¼ dos participantes, enquanto o sono insuficiente (máximo 5 horas) foi relatado por 12,9%.

Portanto dormir bem é essencial para sua saúde mental. Converse com seu médico sobre isso.

FONTE: BRAUSER, Deborah. Even Mildly Insufficient Sleep Associated With Increased Risk for Depression, Anxiety Symptoms -Medscape- Apr 25, 2017.

Reposição de testosterona em homens tratados com câncer de próstata, é possível?

Desde o 1º trabalho que correlacionou a testosterona com o aparecimento e progressão do câncer de próstata que o tema Terapia de reposição de testosterona se tornou um tabu dentro da medicina.

Um estudo realizado pelo Dr. Thomas E. Ahlering, na Universidade da Califórnia, concluiu que a terapia de reposição de testosterona (TRT) em homens com câncer de próstata (PCa) de baixo risco diminui o risco de uma recorrência bioquímica da doença após uma prostatectomia radical assistida por robôs. Neste estudo, foi descoberto que a TRT não só não aumenta o risco de recorrência, como resulta numa redução significativa da recorrência.

No geral, PCa é conhecida pela sua sensibilidade à obesidade, diabetes, e síndrome metabólica, um efeito também documentado para homens após prostatectomia radical. Seguindo essa lógica, a TRT não só melhora o status metabólico do homem com baixos níveis de testosterona e sua morbidade associada, mas pode beneficiar o prognóstico a longo prazo em pacientes com câncer de próstata.
Outra descoberta do seu estudo foi que, em homens destinados a recorrer, o tempo dessa recorrência aparentemente é atrasado significantemente em torno de 1 ano e meio no grupo da terapia de reposição de testosterona.

Mas como a terapia de reposição de testosterona evita a recorrência do câncer de próstata?

Dados prévios sugerem um componente metabólico para o câncer de próstata – morbidade como a diabetes de mellitus, doenças cardiovasculares etc. exacerba o PCa através de um IMC mais alto, síndrome metabólica, e a presença de hipogonadismo. Portanto, tratando homens hipogônados com TRT pode corrigir essas questões (ou até melhorar a saúde no geral) nesses homens.

Referência: Renal & Urology News.
Testosterone replacement therapy to pacientes with prostate câncer, Is it a reality?